ADVOGADO É INVESTIGADO POR SUSPEITA DE LIGAÇÃO COM FACÇÃO CRIMINOSA EM PEDRO II
Um advogado de Pedro II passou a ser investigado pela Polícia Civil do Piauí por suspeita de possível envolvimento com integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. As investigações são conduzidas pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO).Um advogado de Pedro II passou a ser investigado pela Polícia Civil do Piauí por suspeita de possível envolvimento com integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. As investigações são conduzidas pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO).
23/07/2026 08:56:45
Segundo as apurações, o profissional entrou no radar da polícia após surgirem indícios de uma possível relação com integrantes da organização criminosa que possuem conexões com os estados do Ceará e do Rio de Janeiro. O objetivo da investigação é verificar se houve atuação além dos limites da atividade profissional, com eventual colaboração à facção.
De acordo com a Polícia Civil, diligências, análise de documentos, comunicações e movimentações financeiras estão sendo realizadas para esclarecer a extensão do suposto vínculo entre o advogado e investigados ligados ao grupo criminoso.
As investigações fazem parte das operações realizadas ao longo de 2026 para desarticular a estrutura do Comando Vermelho no Piauí, identificando não apenas integrantes da facção, mas também possíveis colaboradores responsáveis por apoio financeiro, logístico e operacional.
Ministério Público acompanha o caso
Conforme informações divulgadas, a 1ª Promotoria de Justiça de Pedro II já havia solicitado, em 2024, o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) para aprofundar investigações sobre a possível atuação de profissionais da advocacia em favor de uma organização criminosa no município.
O procedimento investigatório também analisou documentos e procurações relacionados à atuação profissional de advogados em processos envolvendo pessoas investigadas. Segundo o Ministério Público, esses elementos ainda estão em fase de análise e, por si só, não comprovam a prática de crimes.
O GAECO foi acionado para auxiliar na obtenção de informações que possam fundamentar futuras medidas judiciais, caso surjam indícios suficientes durante a investigação.
Até o momento, nenhum advogado foi denunciado ou condenado. O caso segue em investigação, e os envolvidos têm garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Fonte: GP1